sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sob a sombra de uma amarga ilusão.
deposito agora meu frágil coração
costurado pela dor e aflição, 
desprezado pelo amor e adotado pela solidão,
Se arriscando por ti queimando minha mão, 
refazendo meu ser,
criando novamente lembranças que se vão,
ser que vaga pela escuridão,
sinta meu cheiro de morte,
da esperança entrando em decomposição,
acaba com o sofrimento com um simples beijo mortal,
envenenando minhas artérias, libertando tudo que sou.
(Conde Ephemeral)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Quando a mente insana se descontrola, 
há alguém que te dê a mão,
há alguém que te levanta,
há alguém que te lança ao chão.
Quando o desespero chega ao seu apogeu,
e não consigo mais ser eu,
o véu que esconde a verdade,
me faz esquecer da realidade,
enquanto triplica a decepção,
soltando a minha mão,
me fazendo cair na eterna escuridão.
(Conde Eephemeral)

domingo, 22 de maio de 2011

Pobre garota que vagava sozinha e vazia,
guardava um interior que ninguém conhecia,
sua cor alva como a nuvem, seus cabelos longos como um véu,
seus olhos negros como a noite, caminhava olhando para o céu,
seu amor ouvia-se em seu belo canto,
seus olhos rasos de inocência liberavam um grande encanto,
sua vida ninguém conhecia, nem a noite nem ao dia,
mas somente encantavam-se com sua eterna magia.
Pobre garota que agora se acaba em tristeza,
foi-se embora toda sua enorme beleza,
a cada lágrima que escorre do seu rosto,
lembra-se da causa do seu grande desgosto,
pobre garota que agora vê o mundo com sinceridade,
perde em seus olhos a inocência, e enxerga a verdade,
agora ela chora com suas lágrimas sinceras,
esperando uma feliz era,
aquele anjo gótico que antes era tão bela,
se transformara numa fera,
que seu coração se apaga como uma simples vela.            (Conde Ephemeral)
Mesmo quando a faca entra em meu peito, que dormente anseia por cura, eu me calo ...
Quando o medo invade minha mente tornando-a uma caixa de sofrimento, eu me calo ...
Quando minha razão é arrancada e assassinada, eu me calo ...
Quando em meus olhos a visão efêmera de um final feliz morre para mim, eu simplesmente me calo ...
Mesmo que a emoção que escorre pelo olhos aliviando a dor passageira não saia, eu me calo suportando-a ...
E mesmo quando não tenho alternativa, somente me calo .  
 (Conde Ephemeral)