
Pobre garota que vagava sozinha e vazia,
guardava um interior que ninguém conhecia,
sua cor alva como a nuvem, seus cabelos longos como um véu,
seus olhos negros como a noite, caminhava olhando para o céu,
seu amor ouvia-se em seu belo canto,
seus olhos rasos de inocência liberavam um grande encanto,
sua vida ninguém conhecia, nem a noite nem ao dia,
mas somente encantavam-se com sua eterna magia.
Pobre garota que agora se acaba em tristeza,
foi-se embora toda sua enorme beleza,
a cada lágrima que escorre do seu rosto,
lembra-se da causa do seu grande desgosto,
pobre garota que agora vê o mundo com sinceridade,
perde em seus olhos a inocência, e enxerga a verdade,
agora ela chora com suas lágrimas sinceras,
esperando uma feliz era,
aquele anjo gótico que antes era tão bela,
se transformara numa fera,
que seu coração se apaga como uma simples vela. (Conde Ephemeral)